6:30am
Uma senhorinha humilde, claramente findando os seus dias, pela idade já bem avançada. De pele macia, olhos sofridos.
Se aproximou de mim... com essas conversas sobre o tempo, sobre o calor... pediu um café e um pão de queijo, o pedido foi atendido.
Ela continuou com a conversa sobre o tempo e as horas... contou um pouco da sua história e o que ela estava fazendo ali naquele hospital. No meio da conversa deu um "sorrisão" e glorificou a Deus, pois a suspeita de câncer havia caído por terra.
Entre eu e ela sempre havia um passarinho, sim ... ele entra e fica por ali.. pertinho de mim.
Uma lágrima rolou no rosto sofrido, olhou nos meus olhos e disse que eu a fazia lembrar da filha que faleceu de câncer, meu coração ficou apertadinho e eu não sabia como reagir a aquela situação, uni as minhas mãos às dela encima da mesa. Continuou a relatar sobre o prato preferido da filha.... da batata bem cozida e sopa sempre com bastante salsinha.
Falou da dor e de como é triste quando a vida não segue a ordem que achamos que deve seguir, afinal... uma mãe nunca espera enterrar o filho.
Não sei mensurar o tamanho da dor que ela sente, mas certamente é maior do que qualquer uma que eu já tenha sentido.
Se até as mães que veem seus filhos partindo precocemente encontram motivos para seguir a diante, qualquer um de nós encontrara, acredito que nenhuma dor se iguala a essa.
Amar sem medo,pisar no precipício e crer de Deus colocará o chão sob os meus pés, dar valor pras cosias que realmente tem valor e perdoar sempre. é o meu pedido. Amém.
"Quando há ferrugem, no meu coração de lata...
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!"
Coração de lata =)
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