"Tem gente que recebe Deus quando canta,tem gente que canta procurando Deus,eu sou assim com a minha voz desafinada,peço a Deus que me perdoe no camarim"
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Alma de herói.
Em um mundo silencioso...
palavras ditas em preto e branco.
O reino era único e absoluto, imutável e totalmente aceito
a infelicidade habitada em lugares íntimos e inimagináveis.
Os dias tão simples e normais, dias frios e chuvosos... a aceitação era tão comum que mudar isso
seria totalmente inaceitável... “ afinal, quem pensas que és para tentares mudar o que há muito existe.”
O sistema já estava formado, o reinado estava montado, a cavalaria estava pronta e o destino traçado.
Mas Emanuel não compreendia seus sentidos, todavia aceitava as circunstancias e o destino que fora forjado.
De forma oculta já havia tentado mudar a situação em que se encontrava, não honesto buscou em outro reino abrigo... mas sabia da sua fidelidade de servir a um único reinado, desistiu. Porém o seu coração o entregou diversas vezes, num tom de tristeza, raiva e compaixão que o invadia e mudava quem era.... por vezes se perdia em seus pensamentos e idealizações. Era um nato sonhador, incapaz de ultrajar contra alguém.. todavia imperfeito como todo guerreiro.
Guerreiro este que carrega no corpo as cicatrizes dos dias, marcas das guerras travadas.
Talvez influenciado pelos heróis, sempre traz consigo uma alma apaixonada e consegue ver no movimento dos pássaros no céu,o futuro.
Vindo de família nobre, viu a terra sob os teus pés desaparecer. O destino, um deus cego por nome Moro... tornou a sua história inevitável e imutável.
O Rei conhecia Emanuel melhor do que o próprio espelho, então criou formas de amarrá-lo, plantou em Emanuel esperança de dias melhores, sonhos e planos.
Fracasso.
O que salvou seu próximos dias, não foi um novo reinado e nenhuma atitude desonesta. Nem toda fortuna de já lhe ofereceram,nem promessas de dias de paz. Nada faria mudar o que se foi,nada apagaria as marcas cravadas na pele e na memória.
Não mudaria o curso dos pássaros no céu, e os pássaros guiavam para outro céu , este... distante dali.
Foi um sorriso de menina em uma mulher, que o fez entender o que existe além daqui, foi uma menina que regenerou o que o destino havia tentado tirar. Menina esta que apareceu em meio o voo dos pássaros, apareceu em meio as folhas das arvores, apareceu enquanto ele dormia.
Emanuel não a viu chegar, mas tinha certeza que ela era diferente, especial.
Enquanto ela sorria, ele observa a linha dos seus olhos, a linha dos seus lábios.... a leveza do seu cabelo
a delicadeza com que Deus fez os seus traços e em seus braços sentia paz, em seu abraço desejou ficar pela eternidade.
(…)
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