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sábado, 12 de outubro de 2013

Psiquê




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Psiquê tinha sua pele tão dourada e aveludada, um sorriso largo e contagiante, intimativo .. intimidador, suas palavras eram ditas de forma macia... cabelos ondulados levemente dourados eram como moldura para a perfeição com que Deus a desenhou. Os olhos... estes Emanuel se apaixonou logo que a viu... olhos que sorriem, foi a melhor definição que encontrou.
Ao redor existia uma harmonia, como se anjos estivessem ao seu redor por onde passasse simplesmente refletia paz .
Sera que Moro, deus do destino e da sorte, tivera tido compaixão dela?


Quando se encontraram pela primeira vez, era como se Emanuel estivesse esperando por ela ao longo da vida , ao se abraçarem o silencio habitava ao redor, deixou de existir uma multidão de pessoas, apenas os dois na imensidão da totalidade .
O corpo tremulo, as mãos frias.... falar... não existia o que ser dito. Um corpo preso ao outro, naquele abraço apertado e longo era possível ouvir a aceleração cardíaca, a respiração ofegante, os corações se tocarem. Assim como os olhos.
Olhos que se tocam, se devoram.


O reinado estava em ruínas e nada mais importava.




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