(...)
Psiquê tinha sua pele tão dourada e
aveludada, um sorriso largo e contagiante, intimativo .. intimidador,
suas palavras eram ditas de forma macia... cabelos ondulados
levemente dourados eram como moldura para a perfeição com que Deus
a desenhou. Os olhos... estes Emanuel se apaixonou logo que a viu... olhos que sorriem, foi a melhor definição que
encontrou.
Ao redor existia uma harmonia, como se
anjos estivessem ao seu redor por onde passasse simplesmente refletia
paz .
Sera que Moro, deus do destino e da
sorte, tivera tido compaixão dela?
Quando se encontraram pela primeira
vez, era como se Emanuel estivesse esperando por ela ao longo da vida
, ao se abraçarem o silencio habitava ao redor, deixou de existir
uma multidão de pessoas, apenas os dois na imensidão da totalidade
.
O corpo tremulo, as mãos frias....
falar... não existia o que ser dito. Um corpo preso ao outro,
naquele abraço apertado e longo era possível ouvir a aceleração
cardíaca, a respiração ofegante, os corações se tocarem. Assim
como os olhos.
Olhos que se tocam, se devoram.
O reinado estava em ruínas e nada mais
importava.
(...)
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